Eduardo e Mônica – Teorias e Conspirações do filme

Uma música que é praticamente um hino, agora virou filme e trouxe teorias, o que você acha de Eduardo e Mônica ?

Eduardo e Mônica – Legião Urbana

Paulo Cursino :

Minha maior curiosidade em ver “Eduardo e Mônica“, em cartaz nos cinemas, é saber como resolveram o mistério da última estrofe sobre os filhos do casal. Guardadas as devidas proporções, trata-se de uma polêmica nível Capitu e Bentinho na literatura, uma das maiores dúvidas do rock nacional.

Qualquer um que tenha atentado à letra já pensou nisso. O trecho que diz que os dois “construíram uma casa há dois anos atrás/ mais ou menos quando os gêmeos vieram” não bate com a última estrofe “só que nessas férias, não vão viajar/ porque o filhinho do Eduardo tá de recuperação”.

Bem, não dá para acreditar em uma criança de dois anos, num colégio e de recuperação. A hipótese mais plausível é que eles já teriam um filho anterior aos gêmeos, que não foi mencionado, o que seria muito estranho também. Uma letra que dá detalhes de signos, passeios, fala até em abrir de olhos de manhã, deixaria justamente um filho de fora? Como se fosse algo irrelevante?

O primeiro filho dos dois mereceria uma estrofe à parte. Difícil acreditar. Mais: por que Renato se refere ao garoto apenas como o “filhinho do Eduardo”. Por que não o “filho do casal” ou “um dos meninos”? Por que tirar Mônica da conversa? Ainda mais: qual teria sido “a barra mais pesada que tiveram” que eles teriam “segurado legal”? Apenas grana? Uma das teorias diz que Eduardo teve um filho fora do casamento.

Acredito muito nisso. Provavelmente com alguma colega de faculdade. Afinal ele “aprendeu a beber” e “havia passado no vestibular”. Combinação perfeita para jovem fazer besteira. Bastou uma festinha no Centro Acadêmico, umas doses a mais, e PIMBA, Eduardinho no pedaço.

Quem não conhece uma história assim que atire a primeira pedra. Além do mais, Mônica havia se formado em medicina na mesma época, devia estar fazendo residência, plantão direto, o que separaria um pouco o casal e esse espaço entre dois jovens antes dos trinta é prato cheio para dar merda.

O filho seria realmente só dele. Mas Mônica, madura e cabeça aberta, adepta de misticismo e tudo o mais, perdoou o vacilo do rapaz e ajuda a criar o filho que não é dela. Porém, quem se referiria ao garoto como “filhinho do Eduardo” é ela – há um certo deboche aí, reparem – o que denota um certo incômodo com a situação.

Tem algo mal resolvido aí. Se eu não encontrar nada disso no filme, ou uma solução plausível, juro que sairei frustrado.

Rodrigo Lovecraft

Sempre fiquei com a pulga atrás da orelha na ultima estrofe. O que seria mais plausível é que Eduardo teria um filho fora do casamento. Mas não dá pra afirmarmos nada, pois não fica claro.

Daniel Correa

Sabe quando você faz algo legal e seus pais discutem falando que você puxou um ou outro, ai depois você faz merda e eles jogam pro outro: “seu filho aí ó”, “puxou você” etc. Sempre interpretei nesse sentido

Sobre o filme Eduardo e Mônica

O casal se conheceu numa festa estranha, com gente esquisita. Não era nada parecido, mas se completava muito bem, que nem feijão com arroz, ela era de Leão e ele tinha 16, viveram também muitas aventuras e estão prestes a viver mais uma. Eduardo e Mônica, personagens emblemáticos da música homônima de Renato Russo, terá o trailer nas salas de cinema a partir do dia 26/12 e o lançamento comercial em abril de 2020.

O longa- metragem repete a parceria entre o diretor René Sampaio e a produtora Bianca De Felippes, que filmaram “Faroeste Caboclo” (2013), outro grande sucesso da banda Legião Urbana. O filme tem produção da Gávea Filmes, Barry Company e Fogo Cerrado, co-produção Globo Filmes, produtores associados Fernando Meireles, Alice Braga e Reprodutora.

Escrito por Portalpower

É pai de família, full stack na vida, gamer, apaixonado por tecnologia, gosta de silêncio e brownie com café ou Coca-Cola.

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