Traumas de infância: 10 medos que marcaram gerações no Brasil

Relembre os traumas de infância mais comuns, das lendas urbanas aos personagens da TV, e descubra os medos que marcaram gerações.

08/07/2015 14:02 9
Traumas de infancia Traumas de infancia

Traumas de infância: 10 medos que marcaram gerações no Brasil

Relembre os traumas de infância mais comuns, das lendas urbanas aos personagens da TV, e descubra os medos que marcaram gerações.

Traumas de infância: os medos mais comuns que marcaram uma geração

De lendas urbanas a personagens da TV, relembre os traumas de infância mais curiosos, assustadores e inesquecíveis

Quem nunca teve um trauma de infância? Pode até ser um medo pequeno, daqueles que hoje rendem risada, mas quase todo mundo guarda alguma lembrança assustadora da infância. Para muita gente, esses traumas vieram de histórias contadas por parentes, personagens estranhos da televisão ou lendas urbanas que circulavam entre amigos na escola e na rua.

Traumas de infancia

No fim das contas, os medos de infância acabam fazendo parte da memória afetiva de toda uma geração. Alguns eram tão comuns que praticamente todo mundo conheceu alguém que sofreu com eles. Outros pareciam bobos, mas na cabeça de uma criança viravam verdadeiros pesadelos.

Entre os principais responsáveis por esses sustos estão três fontes clássicas: as lendas urbanas, a TV brasileira antiga e, claro, a própria família. Afinal, sempre existia uma avó que falava do homem do saco, um tio que inventava histórias macabras ou um personagem infantil que, em vez de divertir, causava medo.

Relembre agora alguns dos traumas de infância mais comuns e veja se você também passou por algum deles.

Cuca, personagem que traumatizou muitas crianças
Cuca
Fofão, personagem marcante entre os traumas de infância

Fofão

O homem da capa preta e os sustos criados pela família

Muitos traumas de infância não nasceram na televisão nem no cinema, mas dentro de casa. Era comum que pais, avós e tios usassem figuras assustadoras para fazer as crianças obedecerem. Uma das histórias mais clássicas era a do homem da capa preta.

A estudante Taís Mariane Ramos relembra que brincava até tarde na rua e nunca queria voltar para casa. Para resolver a situação, a avó dizia que, se ela não entrasse logo, o homem da capa preta viria buscá-la. O resultado era imediato: Taís corria para dentro de casa tomada pelo medo. O pior é que essa mesma história também assustava várias amigas dela.

Esse tipo de ameaça parecia apenas uma forma de educar, mas para a criança se transformava em uma imagem real e aterrorizante. E assim nasciam muitos dos medos que acompanhavam a infância por anos.

Palhaços assassinos e o medo que ninguém entendia

O palhaço, em teoria, deveria representar diversão, alegria e entretenimento infantil. Mas para muitas crianças, ele sempre causou exatamente o contrário. Em vez de risos, provocava incômodo, estranhamento e até verdadeiro pavor.

Beatriz Ribeiro conta que odiava palhaços porque eles transmitiam uma sensação profundamente triste e perturbadora. Na visão dela, parecia que alguém que fracassasse na vida acabaria virando palhaço. É uma percepção curiosa, mas que ajuda a explicar por que tanta gente desenvolveu medo dessa figura.

Palhaço assustador, um dos traumas de infância mais comuns
Palhaço assassino

Com o passar do tempo, o cinema ainda reforçou esse medo ao transformar o palhaço em vilão. Um dos maiores exemplos é o personagem IT, que ajudou a consolidar a imagem do palhaço assustador como um símbolo de terror. Para quem já tinha medo, isso só piorou a situação.

Beatriz ainda brinca que, na cabeça dela, as crianças que riam de palhaços provavelmente acabariam “comidas no jantar” ou “degoladas dentro do armário”. Por isso, nunca chegava perto de um. Exagerado? Talvez. Mas totalmente compreensível para uma criança.

Vovó Mafalda: o choque de descobrir a verdade

Alguns traumas de infância surgiam quando a criança descobria que o mundo não era exatamente como ela imaginava. E poucos exemplos representam isso tão bem quanto a clássica Vovó Mafalda.

Felipe Godói lembra até hoje do choque que levou ao descobrir que a simpática personagem da TV era, na verdade, interpretada por um homem. Segundo ele, a revelação aconteceu da forma mais traumática possível: ao vivo.

Felipe e o irmão gêmeo estavam em um aeroporto com os pais quando eles apontaram para um senhor e disseram que os meninos conheciam aquele homem. Sem entender nada, os dois se aproximaram. Foi então que o desconhecido começou a falar com a voz da Vovó Mafalda. O susto foi imediato e inesquecível.

Para uma criança, perceber que um personagem tão familiar não era aquilo que parecia podia causar uma confusão enorme. Era como ver a fantasia da infância quebrar diante dos olhos.

O caminhão de lixo e medos que parecem estranhos, mas não são

Nem todo medo de infância fazia sentido para os adultos. Algumas crianças desenvolviam pavor de coisas aparentemente normais do cotidiano. Um exemplo curioso é o caso de Théo Corelli, que tremia toda vez que o caminhão de lixo se aproximava.

Na cabeça dele, os lixeiros pareciam figuras ameaçadoras: usando luvas, correndo de um lado para o outro e carregando grandes sacos pretos. Théo imaginava que eles levavam crianças dentro daqueles sacos. Para piorar, um vizinho ainda o ameaçou dizendo que o jogaria dentro do caminhão.

O que para um adulto é apenas parte da rotina da cidade, para uma criança pode ganhar contornos sombrios. Esse é justamente o mecanismo por trás de muitos traumas infantis: a imaginação completa o que a realidade não explica.

Quando o trauma vem de uma descoberta inesperada

Nem todo trauma de infância nasce do medo de monstros, personagens ou lendas. Às vezes, ele vem de uma descoberta marcante. Foi o caso de Ricardo Freitas, conhecido como Macarrão, que quase foi mal em um trabalho escolar por pintar os estados brasileiros com cores completamente diferentes das pedidas pela professora.

Enquanto os colegas seguiam as orientações normalmente, ele usava combinações aleatórias e incompatíveis com o que estava sendo solicitado. Foi então que veio a explicação: Ricardo descobriu que era daltônico.

Embora hoje isso possa parecer apenas uma curiosidade, para uma criança a experiência foi impactante. Afinal, é estranho perceber que você enxerga o mundo de forma diferente das outras pessoas.

Boneca da Mônica também dava medo

Entre os traumas de infância mais estranhos, alguns envolviam brinquedos que deveriam ser inofensivos. Um exemplo clássico foi a boneca da Mônica, que aterrorizava o primo de quem contou essa história.

Sempre que a família se reunia, a galera corria atrás do menino com a boneca enquanto ele chorava sem parar. Na época, podia até parecer engraçado para quem assistia, mas para a criança aquilo era um verdadeiro pesadelo.

boneca monica

Brinquedos antigos, principalmente aqueles com rostos fixos e expressões estranhas, frequentemente causavam esse tipo de reação. O que era fofo para uns, era assustador para outros.

Coca-Cola com ossos e outras lendas urbanas bizarras

As lendas urbanas estão entre os maiores gatilhos de traumas de infância. E uma das histórias mais absurdas e memoráveis era a de que alguém teria encontrado ossos de um operário dentro de uma garrafa de Coca-Cola.

Paulo Migliacci conta que esse boato o assombrava profundamente. O medo era duplo: de um lado, havia o pavor de encontrar restos humanos dentro da garrafa; do outro, a tentação de desobedecer a mãe e comprar refrigerante mesmo assim.

Ele relembra que segurava a garrafa contra a luz, procurando vestígios de ossos antes de beber. E, ainda assim, bebia. Esse tipo de lenda mostra como a imaginação infantil consegue transformar um boato absurdo em algo completamente real.

Traumas de infância que muita gente viveu

Além dos relatos individuais, existem aqueles traumas de infância em comum, compartilhados por praticamente toda uma geração. São medos que parecem fazer parte do pacote de crescer nos anos 80, 90 e 2000.

  • A música do plantão da Rede Globo, que assustava muita gente instantaneamente;
  • Engasgar com bala Soft e achar que a morte era certa;
  • Ouvir que dentro do boneco do Fofão existia uma faca e objetos de magia negra;
  • A lenda da Loira do Banheiro nas escolas;
  • Chorar no colo do Papai Noel no shopping;
  • Ter medo do homem do saco;
  • Descobrir que o Papai Noel era, na verdade, o pai, o tio ou algum parente;
  • A voz misteriosa no fim do programa de Silvio Santos com a imagem de Cristo;
  • Nunca ver o rosto da babá em Muppet Babies;
  • Esperar pelo último episódio de Caverna do Dragão e descobrir que ele nunca foi exibido oficialmente por muito tempo.

Por que os traumas de infância continuam tão vivos na memória?

Os traumas de infância permanecem tão vivos porque surgiram em uma fase da vida em que tudo parecia maior, mais intenso e mais misterioso. Uma história contada de forma errada, um personagem com aparência estranha ou uma simples brincadeira de mau gosto eram suficientes para marcar uma criança por muitos anos.

Hoje, muitos desses medos são lembrados com humor e nostalgia. Ainda assim, eles ajudam a mostrar como a infância é um período em que imaginação e realidade andam muito próximas. E é justamente isso que faz essas lembranças continuarem tão marcantes.

E você, teve algum trauma de infância? Conte nos comentários qual foi o medo mais estranho, engraçado ou assustador da sua infância.

  1. Quando eu era criança nunca superei sobre meu pai demorar no serviço.
    pra mim ele estava bebendo e abandonando minha familia…e sofro até hj! ;(

  2. Minhas tias me humilhavam constantemente e usavam como motivo a minha família não ser evangélica ou diziam q minha mãe era relachada, etc sempre buscavam um motivo para me diminuir.

  3. Quando eu tinha uns 8 anos mais ou menos eu tinha medo de por meu pé para fora da cama sabe quando agente ta dormindo e o nosso pé sai para fora da cama então eu sei que é bobo sei la vai aparecer um zumbi e puxar seu pé não isso nunca aconteceu com ninguém no planeta terra né mais eu posso ser a primeira pessoa né kkk

  4. bom,gente eu tive um trauma na minha enfancia com o meu pai ele chegava bebo em casa que quebrava as coisas da minha mae eu nao podia ver ninguem bebo que eu comesava a chorar eu ficava so os grito que eu pensava que eles iam me pega mais agora tenho 17 anos mais nao fis terapia nao minha mae se separou dele e fui esquesendo e minha mae me ajudou muito asuperar esse trauma

  5. Gostei dessa reportagem sobre os Traumas de Infância. Como você mesmo disse, todo mundo tem uma, independente se é caso pra terapia ou não.. hehehe
    Mas uma outra coisa me chamou atenção também, o nome de 2 pessoas que você entrevistou: a Taís Mariane Ramos e o Ricardo Freitas (Macarrão). A Taís é namorada de um amigo meu e o Macarrão é amigo desse mesmo cara e eu o conheci jogando bola na Escola Paulista de Medicina.
    Karaloko, por acaso você jogava bola na EPM também ? Se sim, você deve ter me conhecido. Meu chamo Danilo e lá na EPM me chamavam de Danval.

    ABRAÇO

  6. Meu irmaoo morria de medo de borboletas quando criança… alias acho q ate hj tem medo… rsrsrsrs… so pq ela tem a carinha peluda… rsrsrsrs eu sempre pegava uma e corria atraz dele!!!

  7. A voz do Gil Gomes eu era em shok, AQUIIIIIIIIIIIIIIIIII AGOOOOOORAAAAAAAAAAAAAA kkk

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