Memória RAM vai ficar ainda mais cara em 2026, alerta mercado

Memória RAM pode ficar ainda mais cara até o fim de 2026. AI, servidores e falta de capacidade pressionam preços de DRAM e SSDs.

07/10/2026 15:28 0
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Memória RAM vai ficar ainda mais cara em 2026, alerta mercado

Memória RAM pode ficar ainda mais cara até o fim de 2026. AI, servidores e falta de capacidade pressionam preços de DRAM e SSDs.

RAM vai ficar ainda mais cara em 2026, alerta mercado

Quem estava esperando uma queda nos preços da memória RAM pode ter que esperar ainda mais. O mercado de semicondutores continua enfrentando uma forte pressão sobre a oferta, e novas altas nos preços de DRAM e NAND Flash são esperadas antes do fim de 2026.

Segundo uma análise publicada pela TechRadar, a crise global de memória deve continuar pressionando o mercado, com fontes do setor indicando que a situação pode se estender por vários anos. A publicação cita inclusive uma previsão de que a escassez de memória possa continuar até pelo menos 2029.

O problema não está restrito aos computadores. A mesma pressão sobre a cadeia de fornecimento afeta SSDs, smartphones, notebooks, servidores e outros dispositivos eletrônicos.

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Preços da RAM podem subir novamente antes do fim de 2026

A pressão sobre os preços não é apenas uma previsão distante. De acordo com a TrendForce, os preços contratuais da DRAM convencional devem subir entre 10% e 15% no quarto trimestre de 2026.

No mercado de NAND Flash, utilizado principalmente em SSDs e dispositivos de armazenamento, a previsão é ainda mais elevada: os preços contratuais podem avançar entre 15% e 20% no mesmo período.

A consultoria afirma que os fabricantes continuam priorizando produtos destinados a servidores e aplicações de alto desempenho, mantendo o mercado geral de memória subabastecido.

A inteligência artificial está consumindo cada vez mais memória

Um dos principais fatores por trás da crise é a explosão da infraestrutura necessária para inteligência artificial.

Grandes empresas de tecnologia estão investindo bilhões de dólares em data centers equipados com GPUs e servidores especializados. Esses sistemas utilizam grandes quantidades de memória, principalmente HBM e DRAM para servidores.

A consequência é uma disputa cada vez maior pela capacidade de fabricação disponível. Fabricantes de memória estão direcionando recursos para produtos de maior valor, enquanto segmentos tradicionais, como a memória utilizada em PCs, ficam sob maior pressão.

A TrendForce afirma que a demanda relacionada à inteligência artificial continuará sendo o principal motor do mercado de memória em 2027. A consultoria também prevê que a oferta de DRAM continuará limitada, porque novas fábricas e expansões de capacidade levam tempo para entrar efetivamente em produção.

DDR5 já sente fortemente os efeitos da crise

O impacto já pode ser observado no preço da memória DDR5.

Uma análise anterior publicada pela TechRadar apontou que determinados preços de DDR5 na Alemanha chegaram a ficar aproximadamente cinco vezes maiores em relação ao ano anterior.

Esse movimento representa uma mudança significativa para consumidores que estavam acostumados a encontrar kits de memória cada vez mais baratos à medida que uma nova geração de tecnologia chegava ao mercado.

Agora, mesmo produtos considerados comuns para computadores domésticos podem sofrer com o aumento dos custos dos componentes.

PCs e notebooks também podem ficar mais caros

A alta da memória não afeta apenas quem pretende comprar módulos de RAM separadamente.

Fabricantes de computadores e notebooks precisam incorporar o custo dos componentes ao preço final dos equipamentos. Se a memória continuar subindo, parte desse aumento pode ser repassada ao consumidor.

A própria TrendForce aponta que os estoques de memória para notebooks já estão refletindo custos maiores no quarto trimestre de 2026, pressionando as vendas no mercado final.

Em alguns casos, fabricantes podem tentar compensar a alta reduzindo a quantidade de RAM ou armazenamento oferecida em determinados modelos, especialmente nos produtos de entrada.

Por que aumentar a produção não resolve rapidamente?

Um dos problemas da atual crise é que simplesmente aumentar a produção não produz resultados imediatos.

A construção de novas instalações para fabricação de semicondutores exige enormes investimentos, equipamentos especializados e um longo período de instalação e qualificação.

Segundo a TrendForce, embora existam planos de expansão de capacidade para 2027, uma contribuição significativa dessas novas instalações para a produção de DRAM pode demorar até 2028.

Isso significa que o mercado pode continuar enfrentando um período prolongado de desequilíbrio entre oferta e demanda.

A crise pode chegar a 2027 e 2028

As perspectivas para os próximos anos também não são tranquilizadoras.

Em setembro de 2026, a TrendForce afirmou que a oferta de HBM continuará limitada em 2027 e que a expansão dos servidores de inteligência artificial continuará competindo pela capacidade de fabricação utilizada também na produção de DRAM convencional.

A empresa elevou inclusive sua previsão para os preços médios de HBM em 2027, estimando um crescimento de 121% em relação ao ano anterior.

Outro alerta veio recentemente da Micron. Segundo informações divulgadas pela TechRadar a partir das projeções da fabricante, as condições de oferta e demanda de memória e armazenamento devem ficar mais apertadas em 2027 e 2028 do que em 2026.

E os SSDs?

O problema também chegou ao armazenamento.

A memória NAND Flash, utilizada nos SSDs, também está enfrentando pressão de demanda. A inteligência artificial aumentou a necessidade de armazenamento em data centers, enquanto fabricantes ajustam sua capacidade para atender aos segmentos considerados mais rentáveis.

A TrendForce projeta alta de 15% a 20% nos preços contratuais de NAND Flash no quarto trimestre de 2026.

Para consumidores, isso significa que montar um PC novo pode ficar progressivamente mais caro, especialmente quando o projeto envolve grandes quantidades de RAM e armazenamento.

Vale a pena comprar RAM agora?

Não existe garantia de que comprar memória agora será necessariamente mais barato do que comprar daqui a alguns meses. Porém, os indicadores atuais não apontam para uma queda significativa de preços no curto prazo.

Para quem já precisa fazer um upgrade, esperar apenas pela expectativa de uma grande queda pode ser uma estratégia arriscada diante das atuais previsões de mercado.

Por outro lado, quem não precisa atualizar o computador imediatamente pode acompanhar os preços, já que promoções pontuais ainda podem aparecer mesmo em um mercado pressionado.

RAM barata pode demorar para voltar

A atual crise de memória mostra como a explosão da inteligência artificial está produzindo efeitos muito além das GPUs e dos próprios servidores.

Com empresas de tecnologia disputando capacidade de fabricação e fabricantes direcionando recursos para HBM e memória de servidores, o consumidor comum acaba competindo indiretamente por uma capacidade industrial cada vez mais disputada.

As previsões não significam que os preços necessariamente subirão continuamente todos os meses. O mercado de memória é cíclico e pode mudar conforme a demanda, os estoques e a entrada de novas fábricas.

Entretanto, os dados mais recentes indicam que 2026 ainda não representa o fim da crise de memória. Pelo contrário: novas altas são esperadas no curto prazo, enquanto o equilíbrio entre oferta e demanda pode levar anos para ser restabelecido.

Fontes

TechRadar: análise sobre novas altas da RAM antes do fim de 2026 e a possibilidade de a crise de memória continuar por vários anos.

TrendForce: projeções para preços de DRAM e NAND Flash no quarto trimestre de 2026.

TrendForce: perspectivas para DRAM, HBM e NAND Flash em 2027.

TechRadar: análise sobre a alta dos preços de DDR5 e a pressão sobre SSDs.

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